domingo, 12 de fevereiro de 2012

A História da Umbanda:


A História da Umbanda:

Vários cultos até hoje praticados no Brasil começaram na África, muito antes do período da escravidão, onde basicamente predominavam três religiões: cristianismo, islamismo e religiões tribais ou primais.
             Na realidade, os cultos afro-brasileiros vêm da prática religiosa politeísta das tribos. Por isso, cada uma tem a sua forma peculiar de chamar o nome de Deus, promover seus cultos, estruturar sua organização, celebrar seus rituais, contar sua história e expressar as suas concepções através dos símbolos.
              Os cultos afros, inicialmente, eram ritos de preservação cultural dos grupos étnicos.
No Brasil, eles associam-se à vinda de escravos negros trazidos de lugares como Nigéria, Benin e Togo. E também estão profundamente ligados à preservação da cultura, da arte e da religião dos negros.
            Em diferentes momentos da história, aos poucos, as religiões afro- brasileiras foram se formando nas mais diversas regiões e estados. É justamente por isso que elas adotam diferentes formas e rituais, diferentes versões de cultos.
           A Umbanda, historicamente, além de possuir suas raízes na África, possui também, por escala, raízes no Egito Antigo.
           A adoração aos Nétheres egípcios é a mesma realizada pela Umbanda aos Caboclos e Caboclas. Seus rituais são como uma canção às qualidades divinas. Estes rituais cultuam estas qualidades tão bem expressas pela “Árvore da Vida” kabalística.
Segundo especialistas, "a Umbanda é uma grande colcha de retalhos. Retalhos colhidos nas mais diversas tradições religiosas: Candomblé, Catolicismo, Judaísmo, Kardecismo, Budismo, Hinduísmo, Pajelança, Lamaísmo e outras mais". A tudo isto soma-se a pitada do brasileiro já tão mesclado em sua raça. Esta é a Umbanda, religião genuinamente brasileira, renascida em terras brasileiras".
                Por isso, afirmam que a Umbanda apresenta-se codificada de tal forma que permite dicussões sobre seus conceitos e sobre a maneira em que são apresentados.
Como religião organizada a Umbanda surgiu por volta de 1920, em Niterói, Rio de Janeiro, registrada oficialmente pelo capitão José Álvares Pessoa. 

Datas históricas:

15 de novembro de 1908 - Zélio de Moraes, naquela época muito jovem, se reúne pela primeira vez com o presidente da Federação Espírita de Niterói, José de Souza e demais membros da diretoria. Ali, tomado por uma força espiritual, ele recebeu os primeiros sinais do Caboclo das Sete Encruzilhadas, embora não tivesse havido incorporação


16 de novembro de 1908 - Primeira sessão de Umbanda na casa de Zélio de Moraes. Ele reuniu a família, vizinhos e amigos em Neves, Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, e às 20 horas dessa noite, recebeu o espírito do Caboclo das Sete Encruzilhadas, que conduziu o processo de fundação da Umbanda até seu registro oficial em cartório, por José Pessoa.
1939 - Foi fundada a federação União Espírita de Umbanda do Brasil, que tinha como meta congregar os templos umbandistas e se tornar o centro da Umbanda. 





Fundamentação Doutrinária:

Conceitos de Umbanda

                A Umbanda é uma religião natural que segue minuciosos ensinamentos de várias vertentes da humanidade. Ela traz lições de amor e fraternidade sendo cósmica em seus conceitos e transcendental em seus fundamentos.
A essência, os conceitos básicos da Lei de Umbanda fundamentam-se no seguinte:

- Existência de um Deus único.
- Crença de entidades espirituais em evolução.
- Crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual.
- Crença em guias mensageiros.
- Na existência da alma.
- Na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médiun.

            Essas são as principais características fundamentais das Leis de Umbanda, uma religião que prega a Paz, a União e a Caridade.
            A origem da palavra Umbanda perde-se no tempo. São várias as definições que já foram apresentadas a respeito deste nome tão sagrado.
            Na verdade, quando o vocábulo Umbanda começou a ser introduzido pelos praticantes daquela nova religião, todos, de um modo geral, humildes o bastante para permitirem serem instrumentos daqueles que iriam fazer grandes revelações, não tiveram a preocupação de captar a verdadeira palavra mântrica que lhes estava sendo passada.
             A origem do vocábulo está na raiz sânscrita AUM que, na definição de Helena Petrovna Blavatsky, em seu Glossário Teosófico, significa a sílaba sagrada; a unidade de três letras; daí a trindade em um. É uma sílaba composta pelas letras A, U e M (das quais as duas primeiras combinam-se para formar a vogal composta O).
             É a sílaba mística, emblema da divindade, ou seja, a Trindade na Unidade (sendo que o A representa o nome de Vishnu; U, o nome de Shiva, e M, o de Brahmâ); é o mistério dos mistérios; o nome místico da divindade, a palavra mais sagrada de todas na Índia, a expressão laudatória ou glorificadora com que começam os Vedas e todos os livros sagrados ou místicos. Já a palavra Bandha, também de origem sânscrita, no mesmo glossário significa laço, ligadura, sujeição, escravidão. A vida nesta terra.
              Assim, analisando as duas palavras, podemos definir a Umbanda como sendo o elo de ligação entre os planos divino e terreno. Infelizmente, na época da revelação da Umbanda em terras brasileiras, não houve a preocupação em se manter a integridade do vocábulo. A palavra mântrica Aumbandha foi sendo passada de boca a ouvido e chega até nós como Umbanda.
              Pelo seu uso, o termo Umbanda, hoje já consagrado, ganhou força mântrica. Mas não devemos nos esquecer desta origem tão sagrada. A Umbanda, em síntese, é o elo de ligação entre a divindade e os seres humanos! É a manifestação do plano divino no plano físico. É o despertar de Deus no coração dos homens.
              No entanto, a Umbanda não crê em entidades tutelares de forças naturais. Esta é a concepção do Candomblé. A Umbanda crê em forças ou qualidades divinas que ao penetrarem no campo áurico do planeta, sentem-se atraídas por determinados habitat’s da natureza. As entidades cultuadas pela Umbanda, denominadas de Caboclos, Crianças, Pretos-Velhos, Exus e Pomba-Giras, citando somente os mais cultuados, não são espíritos tutelares de forças naturais. São seres como nós, que já viveram e estiveram encarnados, exatamente como nós, diferenciando-se pelo seu elevado grau de espiritualização.
              A Umbanda presta culto a todos os grandes Avatares como Jesus, Buddha e Krishna. Assim, não somente o Mestre Jesus é o Mestre Supremo da Umbanda. Pela sua característica sincrética, a Umbanda cultua todos estes grandes seres, devotando-Lhes posição especial. 




Organização:

             Em 1939, foi fundada a federação União Espírita de Umbanda do Brasil, com o objetivo de congregar os templos umbandistas e se tornar o centro de referência da Umbanda.
Com o avanço da sociedade brasileira, a partir da segunda metade do século XX, diminuiu a diferença entre os cultos afros, indígenas e europeus, e a Umbanda passou a ser praticada também por pessoas de outras raças, tornando-se muito popular em todo o território nacional.
             Na Umbanda o responsável pela coordenação dos "trabalhos" é o Dirigente Espiritual ou Diretor Espiritual. Esse não possuem todos os conhecimentos como Babalorixá ou Yalorixá, bem como não passa por todo o processo de preparação e aprontamento, visto que na Umbanda somente é permitido o uso de ervas e jamais sangue (com exceção dos Exús).
A Umbanda se divide em 07(sete) linhas que são assim classificadas:

1ª Linha de Oxalá ou Linha de Santo
- Nesta linha as falanges são de Santo Antônio, São Cosme e Damião, Santa Rita, Santa Catarina, Santo Expedito e São Francisco de Assis. Esta linha é responsável por desmanchar os trabalhos de magia.

2ª Linha de Yemanjá
- Tem falanges das sereias que tem por chefe Oxum. Ainda nessa linha temos a falange das ondinas chefiada por Nanã; falange das caboclas do mar; Indaiá da falange dos Rios; Yara dos marinheiros e Tarimã das Calugas-Caluguinha da Estrela-guia.

3ª Linha do Oriente
- Subdividida pelas falanges do Hindus, dos médicos, dos árabes, chineses, oriente, romanos e outra raças européias.

4ª Linha de Oxosse
- Dividida nas falanges de Urubatão, Arariboia, Caboclo das Sete Encruzilhadas, Caboclo Sete Flechas, Águia Branca e muitos outros índios chefes falangeiros que protegem contra magia, dão passes e ensinam o uso das plantas medicinais.

5ª Linha de Xangô
- Dividida nas seguintes falanges: falange de Yansã, do Caboclo do Sol, Caboclo da Lua, Caboclo da Pedra Branca, Caboclo do Vento e Caboclo Treme-Terra.

6ª Linha de Ogum
- Dividida nas falanges de Ogum Beira-Mar, Ogum Iara, Ogum Megê, Ogum Naruê, Ogum Rompe-Mato, esta linha protege os filhos contra as brigas, lutas e demandas.

7ª Linha Africana
- Dividida nas falanges do Povo da Costa, Pai Francisco, Povo do Congo, Povo de Angola, Povo de Luanda, Povo de Cabinda e Povo de Guiné, eles prestam caridades e orientam os fiéis para a prática do bem.

POVO DE RUA (EXÚ E POMBA-GIRA):



Povo de rua, compadres e comadres são denominações usadas na Umbanda para classificar entidades que trabalham num plano astral evolutivo. Estas entidades em alguns casos equivaleriam aos Exus das casas de Candomblé, frizo, em alguns casos, pois na verdade estas entidades trabalham e se portam de forma especial em seções particulares para elas.


Cultos e rituais:

           A Umbanda é uma das mais lindas expressões religiosas existentes. Religião que tem por base a prática da caridade e tem em uma de suas funções a elevação espiritual do médiun e das entidades que governam o próprio médiun.

          A Umbanda é uma grande expressão religiosa nacional com maiores laços com o Rio de Janeiro. Irradiou-se para os Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e demais estados do Brasil e até nos E.U.A existem casas de Umbanda.
          É um culto popular aceito em todas as camadas sociais e de fácil acesso.
A Umbanda, embora tenha origens em diversas raças e nações, torna-se simples à medida que o médiun adentra em seus conhecimentos.
          Dentre muitas entidades que baixam nos inúmeros terreiros de Umbanda existentes, cito como exemplo: Caboclos e Pretos-Velhos, que são considerados como tendo muita luz espiritual, força e sabedoria. Em verdade, o ritual de Umbanda é uma variação de outros cultos, baseada no espiritismo e como disse, tendo por base a caridade.

- Exú: preto e vermelho
- Ogum: vermelho e verde
- Oxósse: verde ou verde com branco
- Xangô: marrom
- Oxum: amarelo claro ou ouro
- Iemanjá: azul claro ou azul claro com branco
- Iansã ou Oiá: marrom ou marrom com vermelho
- Oxalá: branco 


A Dedicação do Médiun de Umbanda:

             A Umbanda apresenta como mensagem religiosa a prática da caridade pura, o amor fraternal, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela magia, modificações existenciais que permitam a melhoria de vida do ser humano.
             Através do ato da caridade e dedicação espiritual é que o médiun de Umbanda vai adquirindo elevação e consciência do valor de seu dom mediúnico, que na verdade foi lhe dado por Zambi para que se aprimorasse aqui na terra.
            As incorporações, os passes e descarregos feitos pelo médiun de Umbanda são todo o conjunto de afazeres espirituais que dia a dia fazem parte da vida do médiun. Portanto, o médiun é patrimônio maior desta maravilhosa religião que é a Umbanda.

As sete forças de um Médium


 1 - O AMOR - É O Supremo Incriador, o Poder Absoluto que gerou a natureza e todas as outras coisas É a força eterna, fonte do tudo e do nada. O amor é a base de tudo, envolve a estrutura de todos os fatos no desenvolvimento.

2 - A PIEDADE - É o sentimento de devoção e de dar auxílio, ajudar, compadecer do sentimento alheio. Bondade para com o próximo, que causa para o médium um bem-estar no ato. É a força doada pelo Criador do Céu e da Terra, exemplificada na criação do Universo astral, como segunda via de evolução para voltar ás origens.

3 - A HUMILDADE - É o sentimento de simplicidade nas expressões a si mesmo; submissão á força superior; conhecimento de sua razão e respeito á do outro. Pedir com devoção conhecendo o seu valor e o da fonte superior. Conhecer o seu lugar, o seu eu, a sua missão, para seguir o seu caminho com resignação.

4 - A FÉ - É o sentimento da crença, do crédito, do valor recebido, a confiança, a graça alcançada vinda de "cima", das forças superiores. É também, complemento da força da humildade.

5 - A FIRMEZA - Esta é a força adquirida pela sabedoria. O equilíbrio de forças adquirido através da pesquisa, do interesse, na busca dos conhecimentos das Leis Sagradas. Conhecendo estas Leis, terá forças para saber como agir e porque agir. É saber pagar o que deve, para receber o que merece.

6 - A SEGURANÇA - Forca adquirida pelo conhecimento da origem das coisas. Só se sente seguro em determinado lugar quem conhece profundamente este lugar. Quando estamos numa ponte, só nos sentimos seguros quando vemos as suas estrutura, suas bases, o material de que é feita, quem a fez e com que finalidade. Conhecendo a origem da ponte, então nos sentimos seguros. E nós, o que somos?, Como nos sentimos seguros de nós mesmos sem conhecer a nossa origem!

7 - A FORÇA - É o conhecimento dos rituais e da magia. A força do médium depende de seus conhecimentos da mística espiritual. Estes conhecimentos são adquiridos á medida que são merecidos e dados ou autorizados pelo Pai de Coroa (guia de frente), seja ele de uma banda ou de outra. Se o médium conhece as Leis Sagradas, ele sabe a que caminho leva uma banda ou outra, se está na banda de Luz (quem conhece a Luz, também conhece as trevas e por isso prefere a Luz), seu caminho será conduzido pela Luz. Se a força do médium é adquirida pelas trevas (quem vive nas trevas é porque não conhece a Luz), seu caminho será conduzido pelas trevas. O símbolo da força de um médium é o próprio ponto de força de seu Pai de Coroa.


                                       CONSELHOS PARA OS MÉDIUNS



- Conserve sua saúde psíquica, vigiando seu aspecto moral:

a) não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.;

b) não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos;

c) não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, mais, muito mais do que o de seu irmão, aparelho também;

d) não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente.Dê paz ao seu protetor, no astral, deixando de falar tanto no seu nome.Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade, pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo “ordens e direito de trabalho” sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas;

e) quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura, para com o próximo.



- Não mantenha convivência com pessoas más, invejosas, maldizentes, etc. Isso é importante para o equilíbrio de sua aura, dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é partilhar dela. Assim:

a) faça todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos;

b) tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere;

c) faça recolhimentos diários, a fim de meditar sobre suas ações;

d) não conte seus “segredos” a ninguém, pois sua consciência é o templo onde deverá levá-los à análise;

e) não tema a ninguém, pois o medo é uma prova de que está em débito com sua consciência;

f) lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é humano e fator ligado à dor, ao sofrimento e conseqüentemente, às lições com suas experiências. Sem dor, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo, o importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, “mate” a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você.









- Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada:

a) não abuse de carnes vermelhas, fumo, álcool ou quaisquer excitantes;

b) no dia da sessão, não use carne, álcool ou qualquer excitante mais de uma vez;

c) de véspera e após a sessão, não tenha contato sexual;

d) mensalmente, na fase de lua crescente, use esse poderoso tônico neuropsíquico, sempre à noite: uma colher de sopa de sumo de agrião, batido com duas colheres de sopa de mel de abelha. Pode usá-lo antes de cada sessão em que for trabalhar;

e) todo mês deve escolher um dia para ficar em contato com a natureza, especialmente uma mata, uma cachoeira, um jardim silencioso, etc. Ali deve ficar lendo ou meditando, pois assim ficará a sós com sua própria consciência, fazendo revisão de tudo que lhe pareça ter sido positivo ou não, em sua vida material, sentimental e espiritual.

Se você quer saber mais detalhes sobre a Umbanda, mande-nos um e-mail que teremos o maior prazer em respondê-lo.


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